Sustentabilidade e desenvolvimento sustentável




O princípio de sustentabililidade planetária envolve a eclipse social para o meio ambiente. Eclipse social significa esconder o desenvolvimento sustentável. Cada um deve fazer a sua parte.



sábado, 28 de janeiro de 2012

BENCHMARKING

Benchmarking é o processo que identifica e avalia organizações, produtos, serviços e práticas administrativas em todo mundo. É a mensuração dos processos de sua empresa ou sua indústria em comparação com seus concorrentes no país e no exterior. Em outras palavras, é um aprendizado de como os outros executam o processo e como adaptá-lo à sua empresa atingindo o melhor para ela.
As empresas usam-no para descobrir e melhorar áreas críticas e problemáticas dentro da empresa. O termo benchmarking implica medidas quantitativas, é um ponto de referência a partir do qual, medidas podem ser tomadas. Além de analisar o produto do concorrente, ele também e, principalmente, analisa o processo que originou o produto, ou seja como fazê-lo da melhor forma possível. “Uma coisa é entender o produto, outra é saber o seu modelo, como é feito e como é distribuído”, disse o presidente da Ford.
É difícil identificar a empresa com a qual se fará benchmarking, pois nem sempre é concorrente ou do mesmo setor. Porém, são empresas líderes de mercado no ramo em que atuam. Como exemplo, temos a Xerox. Ela é a melhor empresa de distribuição e armazenamento de vendas por correio.
O benchmarking é um meio para medir os novos produtos, serviços e processos em relação à concorrência ou as empresas líderes de mercado. É uma poderosa ferramenta que nos ajuda a criar e aplicar padrões de excelência, baseados na realidade do mercado externo e não nos padrões internos da empresa. Esse processo exige que sejamos abertos a novas idéias e aprendermos com os outros os que eles têm, e fazer de melhor, não importando o rumo de atuação. É preciso entender o quê a outra empresa faz de melhor, como é feito e porquê é necessário fazer dessa forma, antes de se tornar um líder. Aprender o quê o concorrente está fazendo, e onde fizer sentido aplicar as práticas em busca da excelência.
Ele elimina a complacência, e cada pessoa dentro da empresa, seja de que setor for, passa a entender melhor o que pode fazer para melhorar o seu desempenho e o da sua empresa em geral. Através dessas informações, é que se traça a meta para atingir a liderança e trabalhar os planos de ação para atingir essa colocação.



Pontos importantes do benchmarking


• Satisfação do cliente: ao enfocar o trabalho ao mercado externo, buscamos uma melhor compreensão das necessidades dos clientes e como satisfazê-la, e para isso é preciso melhorar os processos em nossa empresa.
• Abertura de novas idéias: obriga administradores e gerentes a olhar para fora da empresa, para encontrar aqueles que, de alguma forma, conseguiram encontrar a excelência.
• Contínuo: o benchmarking não é estático. Está sempre em contínua mudança. Não é uns projetos ocasionais, novos ou modismo, mas um projeto de gestão e de progresso. Visto que, o ambiente organizacional está em contínua mudança.

A exemplo, é a Ford que queria reduzir o pessoal de faturamento em 20%, e ao fazer o benchmarking da sua concorrente Mazda, conseguiu reduzir o pessoal em 75%. Isso se deu, quando a Ford passou a receber as mercadorias em regime sem faturas. Ela descobriu que a maior parte do tempo era gasto com sua conferição. O pessoal que sobrou desse remanejamento foi colocado em outras áreas dentro da empresa


Outros pontos importantes do benchmarking.

• Competição.
• Concorrente direto.
• Empresas admiradas no mesmo setor.
• Empresas admiradas em qualquer setor.
• Medidas.
• Produtos, serviços e práticas.



Metas do benchmarking.



Superioridade em todas as áreas: deve-se incluir a qualidade constante em busca do melhor padrão.

Confiabilidade do produto: quando se coloca um produto na praça, esse produto tem que ter credibilidade.

Custo: a redução de custos se faz necessário em virtude de aumentar a margem de lucro e também, por melhorar o preço final do produto e sua competitividade.

Fatia de mercado: é a melhor participação no mercado, ou seja, qual pretende ter e qual deveria ter.

Serviço: busca ter uma prestação de serviço impecável.

Gerência dos ativos: a empresa precisa de seus ativos para produzir e gerar riqueza.

Satisfação do cliente: o cliente é o verdadeiro patrão e o objetivo da empresa é conquistá-lo.
Tempo: o tempo de comercialização do produto é fundamental para, principalmente, dar previsibilidade do retorno do capital empregado.




Superando o benchmarking


A meta principal não é chegar até onde o concorrente está, mas superá-lo. Quando atingir a meta que se traça e alcançar o concorrente, este já poderá muito à frente, em um estágio bem mais avançado, visto as organizações não são estáticos. Os benchmarks tem que visionar sempre o futuro e não presente do concorrente.
O benchmarking em si não é a meta, mas a sua superação. Deve-se melhorar as práticas do presente, calcular o tempo e se projetar para o futuro, a meta é o futuro. As tendências devem ser acompanhadas, caso contrário as metas alcançadas hoje poderão estar obsoletas em seis meses. Com isso, todo o esforço estará perdido. A concorrência, neste caso, estará sempre à frente, e o passo dado para ultrapassá-la terá sido inútil.
A exemplo, há uma empresa de transporte de passageiros, a Australia National, da Austrália que fez melhorias em sua rede de transporte baseado em hotéis cinco estrelas. Desta forma, melhorou o conforto, a satisfação do cliente, a lucratividade e ainda ganhou prêmios. Tudo isso em uma época em que as empresas ferroviárias estavam crises.
O benchmarking é uma experiência de aprendizagem contínua. Ajuda as empresas sobreviverem, tornando-as melhores que seus concorrentes diretos ou indiretos. Ele faz entender o quê a concorrência está fazendo e com que perfeição está fazendo, assegurando que a empresa está sempre lutando para melhorar.



O quê o benchmarking não é...


- Um mecanismo para determinar reduções de recursos e custos pessoais mesmo que os processos resultem em um escoamento de recursos para outras áreas da empresa.
- Uma avaliação de elementos ou grupos dentro da empresa, mas sim um instrumento de avaliação de desempenho.
- Algo que se faz por fazer ou sem a devida determinação. Não basta apenas dar alguns telefonemas para algumas empresas, e perguntar sobre o desempenho delas em determinadas áreas.
- Um programa de soluções rápidas, um programa de consertos, um modismo ou uma campanha de relações públicas. Ele um processo contínuo de gerenciamento. Apenas 10% das empresas americanas sobrevivem mais do que trintas anos.



Benefícios do benchmarking.


Atende as exigências dos clientes.
Atinge metas de qualidade e produtividade.
Adquire excelências ou seja, melhorar com qualidade.
Aprende a ter sensibilidade às necessidades do cliente, que é o principal objetivo.
Passa a ter melhor compreensão da concorrência e da indústria.
Urgência de melhoria nos processos.
Melhores práticas indústrias.




Quatro passos do benchmarking.



1- Preparação para o benchmarking.
2- Pesquisas de fatos
3- Desenvolver o plano de ação.
4- Maturidade e recalibração.




Preparar o benchmarking.



Entender sua própria empresa, detectando áreas problemáticas e fazer coletas de dados. Compreende, primeiramente, os processos da empresa antes de entender a outra empresa.Ver o quê sua empresa produz, qual a sua capacidade, sua força de mão-de-obra, planta industrial e maquinaria, recursos financeiros etc .. Do contrário, somente se fará o turismo industrial. A grande vantagem de se entender a própria empresa, é que os problemas vêm à tona, então se torna possível corrigi-los.
Documentar e comunicar: a documentação adquirida deve ser compartilhada com todas as pessoas envolvidas ou afetadas pelo processo, principalmente a diretoria.
Apoio administrativo: nesta hora, conseguir o apoio da administração é fundamental para que o processo tenha força e não se perca pelo caminho.
Reunir uma equipe de benchmarks com apoio dos superiores. Na equipe se faz necessário um membro que tem facilidades em pesquisar em bibliotecas e identificar e coletar dados.
Dedicar tempo para pesquisar e implementar as mudanças.



Busca de fatos: pergunta chave.


O quê vai ser examinado? Não é necessário examinar tudo, mas somente o quê é de interesse da empresa. Porém, existem algumas áreas de retorno mais rápido como, prédios, instalações, processos de trabalho interno, peças de reposição, máquinas entregues a cliente, administração de imóveis, satisfação do cliente e administração do patrimônio.
De quem devemos fazer o benchmarking? Benchmarking é uma jornada, nem sempre dá certo da primeira vez. Gasta tempo. As vezes se observa um empresa que está observando uma outra, ou pode-se observar um grupo de empresa e selecionar aquela melhor em sua categoria, pois, sabe-se que nem todas são boas em tudo. Um exemplo disso é a Ford. Ela desenvolveu o Taurus. Para isso, ela precisou do melhor em todas as categorias e aplicou ao carro. Ela montou uma equipe de benchmarking para uma ampla pesquisa de mercado. Essa fez uma lista de 24 carros e 400 itens desses, em suas melhores categorias em todo o mundo. Traçaram, então, suas metas. Como resultado, foi um lançamento de um carro que tudo de melhor que seus concorrentes e um sucesso de vendas.
A concorrência é o melhor caminho?
Por quê a concorrência é a melhor?
O quê podemos aprender com ela?
Como aplicar o quê aprendemos à nossa empresa?
É preciso não onde o concorrente está hoje, mas onde estará no futuro. Na coleta de dados é necessário verificar que nenhuma barreira ética será quebrada. Deve-se informar, também, a empresa parceira o quê será feito com as informações. A coleta de dados é identificar fontes de dados, comunicar, escolher as medidas,qualidade, custos, compartilhar as informações e encontrar um contrato. A equipe de benchmarking deve fazer reuniões constantes para avaliar o desempenho.


Desenvolvimento dos planos de ação.


Comunicar os resultados a diretoria e exigir o comprometimento.
Definir os planos de ação.
Implementar as mudanças.


Maturidade e recalibração.


Monitorar constantemente os avanços e progressos obtidos.
A empresa estará aplicando o benchmarking quando este fizer parte da rotina da empresa como um todo.


Monitorando o processo.


• Metas propostas.
• Publicar metas organizacionais.
• Existem benchmarks específicos para cada função.
• Verificar se benchmarks são adequados.
• Verificar se existe completa compreensão dos concorrentes.
• Conter programas específicos para eliminar defasagem.
• Os planos têm que ser incorporados na revisão das operações.
• Os planos de metas e melhorias de desempenho têm de ser incorporados às avaliações de desempenho.
• As metas e progressos têm de ser discutidos com os empregados.
• Verificar se existe recalibração dos benchmarks do concorrente.
• Verificar se há monitoração do processo em equipe.
• Atualizar os benchmarks.


Algumas empresas usam pesquisas de satisfação dos clientes para redefinir as metas de benchmarking. Um exemplo é Xerox que conseguiu economizar 500 milhões de dólares com esta pesquisa.
O benchmarking é um veículo excelente de se descobrir os pontos vulneráveis frente à concorrência, e ajuda a melhorá-los, tornando a empresa mais competitiva. Ele ajuda, também, os gerentes a serem mais eficientes.



Benchmarking e a gestão da qualidade total.


Metas para melhoria da qualidade.
Resultado da melhoria da qualidade.
As descobertas têm impacto nos negócios e nas metas da qualidade.
As metas têm que serem realistas.
Tomar decisões baseadas em fatos.
Satisfazer os clientes.
Fazer sempre uma auto-avaliação.
O benchmarking pode ser feito por empresas de qualquer tamanho.



Benchmarking na pequena empresa.


Formar consócios cooperativos.
Rede de benchmarking local de concorrentes.
Compartilhar as informações coletadas.
Assim a pequena empresa pode se tornar competitiva e uma ótima fornecedora para grandes empresas.



Fatores essenciais ao sucesso.


Comprometimento da diretoria, inclusive participando do processo.
Adaptar-se ao processo e as mudanças.
Adotar metas estratégicas da empresa.
A administração tem que estar disposta a mudar, como também, dedicar recursos, compromissar e envolver no processo. Quando a diretoria participa não há surpresas e na verdade, elas não devem existir quando os resultados são divulgados.
Confiança.
A empresa precisa estar em crise para que haja mudança.



Estratégias de implementação.



As equipes de benchmarking responsáveis pela coleta de dados e pela implementação dos processos devem discutir os parâmetros de desenvolvimento em todas as reuniões.
Fazer sempre com as melhores empresas, não com as piores.
Dar recompensa e reconhecimento pelos esforços, mesmo que os resultados não sejam alcançados. Ao escolher uma empresa, para se fazer benchmarking, é necessário saber se os clientes estão satisfeitos com essa empresa e ou com seus produtos.

Benchmarking não é o fim em si mesmo, mas o processo. É aproveitar e melhorar o quê os outros descobriram de melhor.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

GRUTA DO MAQUINÉ

Histórico

A Gruta foi descoberta em 1825 pelo fazendeiro Joaquim Maria Maquiné na época proprietário das terras. O berço da Paleontologia Brasileira foi explorada cientificamente pelo sábio naturalista dinamarquês Dr. Peter Wilhelm Lund em 1834, que em seguida, mostrou ao mundo as belezas naturais de raro primor.
A Gruta possui 7 salões explorados, totalizando 650 metros lineares e desnível de apenas 18 metros. O preparo de iluminação e passarelas possibilitam aos visitantes vislumbrarem, com segurança, as maravilhas de Maquiné, onde todo percurso é acompanhado por um guia local. Maquiné acha se voltada para o norte e apresenta a forma de um arco abatido com largura de 60 pés e uma altura de 26 pés. A direção principal da caverna é de norte para sul, tendo em sua maior extensão de 1440 pés. É essencialmente horizontal, não subindo coisa alguma e descendo apenas um pouco para terminar-se numa fenda vertical que parece fechar-se pela parte superior. Forma uma galeria contínua com uma largura média de 30 a 40 pés e uma altura de 50 a 60 pés. O elemento principal de sua formação é o carbonato de cálcio, ajudando também outros minerais como: a sílica, gesso, quartzo e o ferro. Suas galerias e salões, verdadeiras estranhezas arquitetônicas são resultado do trabalho formidável da água em persistência de milênios. Dr. Lund permaneceu dentro da caverna quase dois anos fazendo seus estudos sobre a paleontologia brasileira e descobriu restos humanos e de animais em petrificação da ERA quaternária. Entre outros, foram achados esqueletos de aves fossilizadas com a extraordinária curvatura de até três metros. Maquiné apresenta sete galerias denominadas de acordo com as formações que apresentam:

 1ª CÂMARA: é chamada de “Vestíbulo” totalmente iluminada pela luz exterior que penetra por uma larga abertura. Possui 88 pés de comprimento e 66 de largura. Elevam-se do solo diversas massas colossais de estalagmites, uma das quais se acha próxima da entrada. As mais afastadas reúnem-se num grupo que sobe até a abóboda e, se confundindo, formam a parede do fundo onde existem dois grandes blocos de quartzo destacados de uma enorme camada do mesmo mineral, que se vê no calcário, justamente acima.


 2ª CÂMARA: é denominada “sala das colunas”. Tem 122 pés de comprimento por 74 de largura. À esquerda, perto da entrada, destacam-se massas enormes de estalagmites que se erguem até a abóbada e ligam à parede que separa esta câmara da precedente. Outras massas, indo quase de uma parede a outra se elevam diante das primeiras, deixando apenas uma pequena descida. A camada de estalagmites aí existentes foi perfurada em diversos lugares para extrair a terra salitrosa. Ela contém, aqui e ali, considerável quantidade de pequenas ossadas e de dentes.

 3ª CÂMARA: é chamada de “altar ou trono” tem 220 pés de comprimento, 116 de largura e 50 pés de altura. Perto da entrada acha-se ornada da tapeçaria gigantesca de uma estalactite branca de brilho e de beleza extraordinários. Um grupo de estalactites que separa esta câmara da precedente envia um ramo de cada lado e os dois formam entre si um grande nicho disposto em anfiteatro em cuja entrada vê-se uma figura de 25 pés de altura, representando um urso sobre o pedestal.

 4ª CÂMARA: tem denominação de “carneiro”, tem 60 pés de comprimento, 66 de largura e 36 de altitude. Distingue-se das precedentes por apresentar o solo em grande parte coberto de montões de gesso em pó. Destaca-se ainda nesta sala, além da figura de um carneiro, a figura imponente de um cogumelo atômico.

 5ª CÂMARA: denominada, “salão das piscinas”. Tem 78 pés de comprimento, igual largura e 60 pés de altura, formando a parte mais profunda da gruta. O visitante se deslumbra com suas elegantes formas e com a soberba ornamentação de suas paredes. No centro existe uma grande bacia de 5 pés de profundidade, cujas paredes estão revestidas de rosetas ou delicados cristais de espato calcário. Grandes massas de estalagmites ornam as bordas opostas da bacia e assemelham-se a antigas estátuas e concorrem com as paredes artisticamente enfeitadas de estalactites, dando a esta sala notável semelhança com um banho antigo, excedendo-o porém, nas belezas dos brilhantes cristais que luzem em seus muros.

 6ª CÂMARA: denominada “salão das fadas”, tem 108 pés de comprimento e 50 pés de altura. Aí foram encontradas grandes ossadas de animais, inclusive o resto de um megatério (preguiça atual). Segundo Dr. Lund nenhuma outra caverna produzira combinações tão admiravelmente belas como as que se encontram nesta parte da gruta. No fundo há uma passagem para outro comprimento, onde parece terem reunido todos os esplendores que a formação das estalactites pode produzir. Aqui, um belo templo surpreende nossa vista; ali, levanta-se um altar, mais longe ergue-se uma colossal coluna de delicado gosto; além, vê-se uma cascata cujo límpido veio se condensar em brilhante alabastro. Deslumbrantes primores da natureza são realçados pelos mais delicados ornatos de formas tão fantásticas, quando de bom gosto: franjas, grinaldas, frisos e uma infinidade de outros enfeites se apresentam. Toda a câmara e todas as figuras nela existentes estão cobertas de uma crosta de cristais delicados de carbonato de cálcio, ora do mais puro branco, ora diversamente coloridos, realçados por um investimento brilhante. Os esplêndidos reflexos produzidos pela luz ferindo as inúmeras facetas deste cristal deslumbram a vista de modo que o homem se julga transportado a um palácio de fadas. A mais rica imaginação poética não saberia criar tão esplêndida morada para seres maravilhosos; diante desta notável gruta ela seria forçada a confessar a sua impotência. Os companheiros de Dr. Lund permaneceram muito tempo mudos à entrada deste templo e, involuntariamente, exclamaram: “Milagre! Deus é grande!” Dr. Lund disse: “nunca meus olhos viram nada de mais belo e magnífico nos domínios da natureza e da arte.”

 7ª CÂMARA: é dividida em duas partes:
7ªA – denominada “salão Dr. Lund” tem 138 pés de comprimento, 72 de largura e 50 pés de altura. Ela desce sempre, formando bacias consideráveis. Esta sala é a mais importante pela quantidade de ossadas que possui. Há no meio da câmara uma cobertura de 2 pés de largura por 15 pés de profundidade, por onde escoa todo o excesso de água da gruta.
7ªB – denominada “salão do cemitério”. É a maior de toda a gruta. Mede 534 pés de comprimento por 184 pés de largura. É revestida de uma camada quebradiça de estalagmites de gesso em pó que cobre o solo, a qual por fim se amontoa até a abóbada. Grande cópia de enormes fragmentos amontoa de calcário se acha espalhada na maior desordem com aspectos de mausoléus, o que justifica o nome do cemitério. A formação de estalagmites continua ainda todos os dias nesta caverna, da seguinte maneira: a gota que cai deve Ter o tempo necessário para evaporar-se em parte, de modo tal, que a parte de cal possa cristalizar-se antes da queda da nova gota.

• Infra-estrutura

É toda iluminada, possui passarelas para a maior segurança e conforto ao visitante. Há dois bons restaurantes servindo comida típica da região, estacionamento para ônibus e carros, um telefone público e tem acesso todo pavimentado.

Localização- Serra do Maquiné
Altitude- 720m
Hidrografia: Ribeirão do Cuba próximo à Gruta do Maquiné e desaparece num sumidouro, vindo a surgir ao lado oposto próximo à fazenda Saco dos Cochos, desaguando no Ribeirão do Onça.
Distância de Cordisburgo- 5 Km, via Alberto Ramos – Km 27.


 GRUTAS MAPEADAS - SEM INFRA-ESTRUTURA

 Morena, salitre, tobogã, valentim caiano, Santo Amaro, dos Porquinhos, Vaca Preta e Tão Lucas.


• GRUTA DO TOBOGÃ:
Localização: Fazenda do Marco do Túlio.
Acesso: Via Alberto Ramos, próximo ao trevo de Araçaí.
Caracterização: Gruta calcária, belos espeleotemas raros com formações diversas. Cortada por um pequeno córrego; extensão aproximada de 600 m.

• GRUTA DO SANTO AMARO
Localização: Fazenda Santo Amaro.
Acesso: Estrada não pavimentada de acesso a Curvelo, altura do Km 20.
Caracterização: Gruta calcária, poucas formações, seca com extensão aproximada de 150 m.

• GRUTA DA MORENA
Localização: Fazenda Guanabara – Povoado do Onça.
Acesso: Estrada de acesso ao Povoado do Onça, a 6 Km do município.
Caracterização: Gruta calcária, grande variedade de ambientes, presença de córrego, possui 5(cinco)entradas (pórticos). É considerada a terceira maior gruta do estado com 4 Km de extensão.


• GRUTA DOS PORQUINHOS
Localização: Fazenda HMS.
Acesso: Via Alberto Ramos, sentido da Gruta do Maquiné.
Caracterização: Gruta calcária com poucos espeleotemas. Possui grandes espaços e é uma gruta seca, com aproximadamente 300 m de extensão. A sua maior riqueza são as pinturas rupestres.

• GRUTA DA VACA PRETA
Localização: Povoado do Onça.
Acesso: Estradas de acesso ao Povoado do Onça, a 10 Km do município.
Caracterização: Gruta calcária e seca, com entrada em forma de clarabóia (buraco no chão). Com uma extensão de aproximadamente 200 m.

• GRUTA DO TÃO LUCAS
Localização: Fazenda do Tão Lucas.
Acesso: Rodovia de acesso a Araçaí-MG.
Caracterização: Gruta calcária e seca, com entrada em forma de clarabóia; no seu interior existem muitos espeleotemas. Possui uma extensão aproximada de 150 m.

• GRUTA DO SALITRE
Localização: Proximidades da Gruta do Maquiné – Cordisburgo(MG)
Acesso: Via Alberto Ramos, Km 27.
Caracterização: Gruta calcária com variedade de ambientes, presença de córrego. A gruta possui duas entradas e uma extensão de aproximadamente 1800 m.



“E mais do que tudo, a Gruta do Maquiné – tão inesperada de grande, com seus sete salões encobertos, diversos, seus enfeites de tantas cores e tantos formatos de sonho, rebrilhando risos de luz- ali dentro a gente se esquecia numa admiração esquisita, mais forte que o juízo de cada um, com mais glória resplandescente do que uma festa, do que uma igreja.”(In.: ”Recado do Morro.” No Urubuquaquá, No Pinhém. João Guimarães Rosa).




 RECEPTIVO TURÍSTICO “SERTÃO VEREDAS”

O Receptivo Turístico “Sertão Veredas” é um espaço planejado na entrada de Cordisburgo para receber amostras de produtos com possibilidades turísticas, sendo que todos serão produzidos por membros da comunidade interessados.
O Receptivo recebeu esse nome em homenagem a João Guimarães Rosa, a fim de relevar a importância da obra “Grande Sertão: Veredas”, considerada a maior produção literária de todos os tempos, onde o autor revela traços do povo sertanejo bem como levanta questões universais do ser humano.
Cordisburgo abre as portas do seu sertão e mostra a cultura que aqui chama a atenção por suas peculiaridades através da simplicidade e das belezas naturais, além de valorizar o seu povo.
O Receptivo tem por função proporcionar receptividade ao turista e levá-lo a conhecer o município e seus atrativos. É também, posto de informações turísticas que serão dadas pelos Condutores dos Atrativos Locais, formados pelo Conselho Municipal de Turismo, contando com todo material de propaganda necessário para o bom atendimento ao turista: comércio, transporte, atrativos locais, naturais, culturais, folclóricos, gastronômicos e artesanato, prestação de serviços em geral, assistência ao turista e visitante. Contato: Rua São José, 1481 A –Cordisburgo (MG) /(31) 3715.1414/1777/1578









 ATRATIVOS NATURIAS: LAGOS, CACHOEIRAS

• CÓRREGO DO TAMBORIU (Kiosque Tamboriu)
Localização: Fazenda do Tamboril, no Povoado do Onça, que pertence ao distrito de Cordisburgo.
Acesso: Estradas das fazendas Serandi e Guanabara, a 8 Km do município. Não é pavimentada e não há transporte coletivo.
Caracterização: O córrego tem 4 m de largura, 1.000 m de extensão. As suas águas são claras e turvas nos períodos chuvosos. Serviço de bar: Kiosque com mesas, alimentação por conta dos visitantes. Fazenda simples, com condições informais de hospedagem.

• CACHOEIRA DO MAQUINÉ
Localização: Fazenda Maquiné, a 15 Km de Cordisburgo.
Acesso: Estrada interna para Curvelo, não pavimentada, entrada a 4 km à esquerda.
Caracterização: Existem 03 poços e 05 quedas. 700 m de comprimento. As águas extremamente claras recobrem pedras enormes. Vegetação circundante é o cerrado.

• LOGOA DO JAIME DINIZ
Localização: Fazenda Boa Esperança
Acesso: Fica a 18 Km de Cordisburgo, estrada não pavimentada de acesso a Curvelo, Km 26.
Caracterização: A lagoa possui águas claras, com cerca de 1000 m de comprimento por 400 de largura.
Obs: Visitas só com permissão do proprietário.

• LOGOA DOS CURRAIS
Localização: Fazenda Laoga dos Currais.
Acesso: Estrada Municipal 1, via São José das Lajes, a 12 Km do município.
Caracterização: A lagoa possui 200 m de largura por 500 m de comprimento. Suas águas são limpas e mansas.

• POÇO AZUL
Localização: Fazenda Jatobá, distrito de Maquiné.(Tali)
Acesso: Rodovia MG 421, Km 18, entrada à esquerda por mais 6 Km da Estrada Municipal 1.
Caracterização: O Poço Azul possui 15 m de largura por 20 m de comprimento (formato oval), nascente permanente. As suas águas são claras, azuis e aparentemente, mansas.